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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O redentor pobre e negro que o Brasil vai chamar de Jesus.

Em tempos de julgamento de mensalão, em tempos de eleição, em tempos em que paira sobre mim a desconfiança e a inquietação diante dos fatos mais banais, surge na capa da VEJA(uma revista ordinária financiada pela corrupção) o ministro relat
or do processo, Joaquim Barbosa, ainda criança, negro, e pobre, como o redentor da justiça, da moralidade, da honra dos brasileiros. Os brasileiros que assim como na cidade de Gotham City do filme Batman, constituem uma população extremamente corrompida, hipócrita e falso moralista. Essa população que se exime de suas responsabilidades e tem por costume eleger heróis para fazer aquilo que não são capazes. Elegem santos, deuses, Jesus, alguém sempre tem que estar se sacrificando para salvar a sociedade da sua podridão, das suas mazelas. Em um ato que seria louvável a massa popular passou a adorar, e considerar o Ministro um herói. Mas por que ele seria um herói? Por fazer aquilo que lhe foi designado, só por isso? Por não ser corrupto como todos os outros? É inquestionável que a conduta do ministro é digna, no entanto torná-lo um herói, é admitir o quão podre a sociedade é, e compreender que a sociedade se vitimiza, e não sabe viver sem heróis e sem vilões. É um eterno conto de fadas contado pela classe dominante. Já faz tempo que estou me incomodando com a quantidade de pessoas "heroificando" o ministro, não que ele não mereça congratulações, mas isso mostra o quão frágil o caráter da sociedade se encontra. Heroificar o ministro não vai ser redenção de vocês seus tolos, aprendam de uma vez por todas a tomarem as rédias de suas vidas, e parem de depositar em seres "superiores" suas próprias responsabilidades por conta da falta de desonestidade em que estão imersos.




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