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domingo, 26 de julho de 2009

24 Anos!










Fazem 23 horas que eu completei 24 anos, realmente não me sinto mais velho, nem mais preparado. Estou aqui como estava até ontem. Mas eu confesso que tudo isso esta me inspirando a tomar decisões radicais. Mudar, e chocar. Excitante demais. To tão orgulhoso de ter os amigos e a familía que eu tenho. Ultimamente eles tem me ensinado tanto. Uma delas é saber exatamente o valor disso, e não ter medo de agradeçer jamais.




Surpresa foi a festa, mas não é nenhuma surpresa que eu amo todos.




Ano que vem sem surpresas, pois eu pretendo abalar as estruturas aos 25 anos.




















Até lá!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

E me valeu o dia!


Sim! Acho que já ta chegando a hora de amadurecer, de olhar o mundo com outros olhos.




Não! Parece fazer tão pouco tempo que o maior e mais longe não passava da esquina de casa. Pois eis que o futuro chegou, eis que ser adulto não é mais uma fantasia de criança. Ter passado por tudo aquilo que foi ser menino, me tornou um homem. É dificíl esquecer que ser ancioso hoje é diferente do simples nervosismo do primeiro dia de aula, do amanhecer do dia, do esperar os amigos sentado na beira da rua. Não era somente eu o menino muleque, era também o sol tão moço e virtuoso, e queimava com a tenra e amena luz da infância. Os caminhos terminavam em si mesmos e eram tão misteriosos. Quanta coisa haveria de mudar? Não poderia imaginar quem eu seria, porém desde ali já haviam sonhos de um imaginário forjado e ao mesmo tempo tão concreto. A penumbra também pintou muitas vezes os fins de tarde e o medo da noite, e de seus mistérios, seus mitos assombravam saborosamente, como quem adora um filme de terror, e depois se "borra" antes de dormir. Eu era pequeno como a casa lá do fundo, grande como tudo o que me cercava, inquieto, mas tão calado. Ficou distante os dias cicatrizados então, inesqueciveis os bons, os maus. A rua da minha casa sem mim parace tão vazia hoje, a infãncia dos outros não a preenche como antes, é fato que na minha época existia televisão, contudo não era isso somente, ainda era possivel a criatividade sensata e disprovida de malícia. Dali de onde eu podia ver, dali da minha janela eu vi muitas pessoas passando, indo e voltando. Não acho que eu tenha ficado parado só na janela, mas de certa forma eu sempre voltava independente de onde eu fosse. O destino é sinuoso, e as novidades muitas vezes me assustam, apesar disso fui me transformando, sendo lido e re-lido. Eu estou aqui, tão próximo de mais um episódio pirata da minha vida, de possibilidades das quais nunca sonhei ter, porém também nunca sonhei que fosse ser necessário. Me recordo o quanto eu gostava de imaginar, de supor, de criar em minha mente os desejos egocêntricos, porém tão universais. Ainda sinto o perfume da infância, o doce giz de cera que coloria o pequeneo grande mundo no inicio do aprendizado, era ainda o pré. O pré- vida, o pré- conhecimento, o pré- sonho, que se transformou em pré- conceito. Não posso dizer que sou mais criança, não posso dizer que minha experiência valida meus erros, cheguei no meio do camimho, não da vida, do caminho mesmo, onde as escolhas ganham uma proporção deliberadamente mais importante do que nunca. Só que mesmo percebendo tudo isso tudo ainda parece ser a mesma coisa, tudo parece nada e tão pouco, como parece que tudo já se foi e hoje existem somente outras coisas. As estações já não são tão definidas, já não tomo mais banho de chuva, e já não ando mais de carrinho de rolemã, minha imaginação não é mais tão fértil. As férias não são almejadas pelos mesmos motivos de antes, hoje elas se opõe ao trabalho, antes elas tinham apenas seu valor concreto/real que é o de vive-las. No fim de tudo isso, aliás no meio, eu noto que minhas palavras parecem de quem esta terminando, contudo não é isso, eu realmente quero continuar, só que não assim como está, tem que ser como esteve, com uma pitada de coisas novas e boas. Seria o presente então regado de passado mas com o adubo do futuro. E se está chegando a minha data, se chegou o meu bolo, se ascenderam as velinhas e puxaram minha orelha contando os anos de vida, é por que eu ainda estou por aqui. Parabéns para os que me cercam por todo esse tempo, quem cercou e quem vai cercar.




quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pra não esquecer ...




Pra não esquecer que neste blog existe amor, pra não esquecer daqueles que usam do amor pra educar,


pra não esquecer daqueles que gostam do que eu gosto, e daqueles que gostam de mim.


Pra quem gosta de Chico Buarque,


Pra quem gosta de Eliz Regina,


Pra quem gosta de Legião Urbana,


Pra quem gosta de Tom Jobim,


Pra quem gosta de Pimentas do Reino,


Pra quem esta apaixonado,


Pra quem quer se apaixonar,


Pra quem acredita que é com amor que se transforma,


É com amor que se briga,


É com amor que se bate,


É com amor que se quebra as pernas dos desiludidos, esquecidos e mal caráter.


Pra não esquecer que é da minha calmaria, da minha fala mansa,


da sensibilidade, do afago, do carinho, da segurança, do conforto e do respeito


que se da rasteira no ódio da indiferença e solidão.


É pra não esquecer de você que eu insisto em te escrever


sem que saiba, sem que leia, sem que ouça...


Pois cada palavra, cada sentimento, cada piscar de olhos,


cada olhar vázio esta cheio de você...


cheio de amor, cheio de vontade de extrapolar as barreiras do descaso,


do preconceito, dos padrões perfeitos, dos bons e submissos sujeitos...


Cada passo não planejado, cada murro em ponta de faca,


cada remada contra a maré, é em você que eu penso,


é em amor que eu penso,


é em você que eu penso,


é em amor,


só amor.









Quando- Myllena



Quando eu quis me aproximar

Você fingiu que não me via

Quando eu fui me declarar

Você fugiu para outra esquina

E quando eu quis parar você


E quando eu fui te convencer...


Quando a minha mão firmou


Você sorriu, eu trepidava


Quando o furacão passou


A tua boca é que ventava


Se eu parasse o tempo ali


E eu não tivesse mais que ir


Você me acompanhava e me daria a mão?


Na sua calmaria Eu iria ser vulcão


E quando o sol se for E o frio me tocar


É com você que eu vou estar


Quando a minha mão firmou


Você sorriu, eu trepidava


Quando o furacão passou


A tua boca é que ventava


Se eu parasse o tempo ali


E eu não tivesse mais que ir


Você me acompanhava e me daria a mão?


Na sua calmaria Eu iria ser vulcão


E quando o sol se for E o frio me tocar


É com você que eu vou estar...



domingo, 5 de julho de 2009

Todos choram, quem mata, e quem morre.


"Quem não tem nada a perder não sabe quando parar"




Que tipo de história real é essa que faz tanto sucesso quanto a ficção? Quem são as verdadeiras vitímas? E quem são os verdadeiros culpados? Acho que a teoria do caos nunca fez tanto sentido ao que diz respeito as consequências do ato de hoje em detrimento do amanhã. Se não se tem uma casa pra voltar, uma familía a quem se ama, cama, amigos, escola, conforto, direitos, e se o pouco que se tem é tirado abruptamente, se vê-se sem nada a perder, qual o sentido de zelar pelas leis que não te trazem nenhum beneficío? Qual o sentido em ser "cidadão"? Qual sentido em manter as molas propulsoras deste sistema vil? As vezes a morte brutal nos telejornais são tão banalizadas, e as vezes são tão destacadas, comentadas, especuladas, e nós como bons "cidadãos" que somos não conseguimos nunca questionar além daquilo que nos é noticíado. As vezes eu me pergunto se quem matou é realmente o criminoso. É dificíl explicar esta situação que se inverte mentalmente dentro de mim. É como se eu quisesse inocentar os culpados do ato em si, em sua prática mais concreta, porém não se pode esqueçer que o ato em si foi preconizado por uma história que pode explicá-lo e talvez não justifique. O fato é que existe uma sinergia as avessas, que de certa forma confluem para o progresso positivista de uma sociedade mercadológica, miserável, desigual em um sentido único, a manutenção e a continuidade destes versos catastróficos permeados pela violência de jornal de horário nobre. Eu me pergunto insistentemente quem realmente são as vitímas, por que quem não tem nada a perder realmente não sabe quando parar. Apesar de tudo grande parte acha ter algo a perder, são as molas que sustentam o consenso. Entretanto o conflito que assusta vem mostrando suas garras afiadas dia após dia, e se só por ele e nele é que se pode fazer transformação, que assim seja. Eu sei muito bem onde eu estou pisando, mas isso não impede que eu tropeçe.
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