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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Carta aos merdas nojentos.


Aos machistas homofóbicos teocráticos imbecis paternalistas nojentos que vociferam feito porcos, suas opiniões sanguinárias e truculentas, justificando suas convulsões diarreicas cerebrais como liberdade de expressão, igualdade e democracia, e aos dementes formadores de opinião, que cerceiam a cabeça vazia da massa idiotizada, criada por pais conservadores, com uma vida baseada em concepções reverberadas na ignorância impetuosa, que insiste em se manifestar em todos os cantos, fazendo meu estômago embrulhar, minhas tripas girarem dentro de mim, com essa capacidade desumana de tratar assuntos de extrema importância como meros assuntos de mesa de bar, como se tudo fosse piada, e como cinismo dos falsos moralistas, que vivem em cima do muro com sua neutralidade cristão, bondosa carismática, evangélica de saia, que reafirma todos os preconceitos e todos os ódios mais obscuros que podem partir de um individuo de polegar opositor que se diz evoluído o bastante, para disseminar todas essas desgraças verbais que se reverberam em ações violentas que pipocam por todos os cantos do mundo. Esse bando de merda, depositada na organização social, que bebericam volta e meia do próprio vomito, como se fossem verdadeiros vermes almejando o súbito poder do macho pai de família, que concebe um mundo de mulheres passivas, ordeiras, coisificadas, prontas a serem servidas ao bel prazer dos poderosos homens dinossauros, dos quais sinto vergonha, repudio desespero, inquietação, a cada palavra vazia, a cada ato impensado, a cada defesa demente e inconsciente das barbaridades oficializadas pela maioria padronizada, encaixotada,  descontextualizada, que seguem bovinamente a ideia de serem livres, livres para cravar no peito dos que lutam pela igualdade, uma espada, e essa espada, não se enganem, quem faz questão de segurar, são esses cínicos miseráveis, que na égide de sua neutralidade, se escondem por baixo desses discursos neoliberais de conformação, assistencialistas e voluntários, essa espécie de gente que não gosta de opinar, mas que opina a cada estrofe de bíblia, a cada frase nojenta penalizada com a pobreza, a cada foto chocante de animal mal tratado compartilhada publicamente para esconder o tamanho da pilantragem, da covardia. São traiçoeiros, e adoram chamar as feministas de radicais, os esquerdistas de radicais, e tudo o que se opõe a essa lógica desumanizadora. Entendam seus vermes, ser radical para mim é um elogio, é característica de quem busca a raiz, a origem, a história, é característica de quem se posiciona, toma partido, e não fica igual barata tonta, levando ponta pé de todos os lados, e ao mesmo tempo querendo se padronizar enquanto porco, enquanto boi. Chega de aceitar diplomaticamente toda e qualquer opinião ignorante, descabida, idiota, podre, nauseante, seja lá de quem for, seja do imbecil mais próximo, seja de um escritor de merda, de um jornal de merda como a Gazeta do Povo, e seja dos imbecis que compartilham dessas mesmas opiniões, ou seja só dos que preferem se manter silenciados, abrindo a boca só pra não dizer nada que possa gerar discussão.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ela correu atrás


Ela passou a vida toda trabalhando e não viu o sol
Ela passou a vida toda reclamando e não se excedeu
Ela passou a vida toda batalhando por um sonho, que nunca foi seu.
Agora ela esta com sono, e não sabe como proceder.
Ela dorme o dia inteiro no trabalho que não é mais seu.
E não esquece o marido arrependido que nunca aprendeu.
E têm dois filhos tão distintos, quantos filhos que não são tão seus.
Ela merece mais, mas sempre foi demais.
Ela correu atrás, mas nunca teve paz.
Ela nunca sambou na esquina com as amigas
Ela passou a vida toda nesse vai e vem
Ela lavava passava roupa muito bem
Mas de domingo feriado ela não ia além
Não sabia se divertir, para fugir.
Não fazer nada era transgredir
A sua rotina que não era boa pra ninguém.
Tava cansada, desanimada, com essa vida dissimulada.
Ela marcava na sua agenda aquele tempo de solidão
Tava sentada lá na calçada
Observando a lentidão.
Ela passou a vida inteira construindo um castelo de areia
Ela passou a vida inteira, de costas para o mar.
Ignorava a grande onda, disposta a arriscar.
Bastou um sopro no seu rosto, Ela não soube chorar.
Ela criou seus filhos, todos de costas para o mar.
Ignoravam a certeza e a beleza no olhar
Só aprenderam na frieza, não sabem como confortar.
Ela chegou mais cedo do trabalho e foi procurar
Fazer o seu trabalho, de esposa do lar.
Ela esqueceu de viver a própria vida.
E agora vive uma vida desmedida
Sem rumo sem hora pra acabar.
Não desliga nem muda sua rotina
Ela chora por dentro sem parar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Carlos de Paula, o reacionário revolucionário.



O astuto reacionário, historicamente vem absorvendo os significados de terminologias que em sua essência transbordam o sentido revolucionário. Com a democratização e pseudoigualdade de direitos, essa faceta estratégica teve que ser aprimorada, no sentido de endossar os discursos neoliberais de igualdade, liberdade e fraternidade, como se tivessem um significado unilateral e intransferível. A internalização dos valores burgueses ao longo da historia nos incorporou ideias imbecilizadas a respeito das relações políticas e econômicas que tem intima relação com todas as outras relações que estabelecemos dentro da organização social vigente, o capitalismo. Estas ideias imbecilizadas são as mesmas que nos fazem entender política enquanto algo alheio ao nosso cotidiano, e consequentemente, entendê-la como de fato ela se constitui nos discursos neoliberais, enquanto clientelismo, assistencialismo, disseminando a cultura do estado mínimo para os pobres, que devem se manter atados, a ideia estapafúrdia de estarem sendo atendidos da melhor maneira pelas políticas públicas, e a manutenção do poder econômico nas mãos das grandes indústrias, os donos do capital. Faz parte ainda desse discurso neoliberal a privatização do espaço público e a precarização do mesmo, construindo a ideia de que os cidadãos tem que se responsabilizar pelo seu bem estar social. Esta cada vez mais enraizada no imaginário social que se você quer um serviço de qualidade há de se pagar muito caro por isso, não espere isso da coisa pública. Faz parte ainda desse discurso à necessidade de higienização das periferias, o estado mínimo consiste em propiciar as famílias que vivem em condição de miséria, e esteticamente comprometem a aparência da cidade, a possibilidade de viver feliz em um conjunto habitacional, com casas padronizadas, minúsculas, enquanto isso corrobora com os loteamentos infinitos gerando renda na verdade para os grandes proprietários de terras. Faz parte desse imaginário, a doce ilusão de fazer parte das transformações, e eu me pergunto transformações para quem? Um exemplo claro é a construção de um condomínio de luxo em terras sarandienses, o ECOGARDEN SARANDI que tem seus portões principais voltados para o limite da cidade com Maringá, o que é muito conveniente, e no fim das contas as polêmicas que emergiram se atentam somente a questão superficial que estava sendo disseminada pela mídia, de que o condomínio se chamava ECOGARDEN MARINGÁ, como se isso realmente fizesse a diferença. A diferença real que existe, tem relação, com a disparidade de se ter um condomínio de luxo numa cidade que transfere os habitantes de um conjunto miserável, para casas populares como se estivesse fazendo a benfeitoria secular e legitimadora da própria campanha política. Carlos de Paula é realmente revolucionador no quesito reacionário, nunca se viu alguém conseguir transcender a ideia de conservar o sistema de modo tão embelezador, usando a máquina pública para sua autopromoção, tendo sua campanha financiada pelas grandes loteadoras que visionárias compreendem nos projetos de Carlos de Paula para a cidade, um ótimo negócio para a lógica capitalista de exploração desmedida das riquezas e da força de trabalho alheia. Existe um projeto que deve ser de conhecimento de poucos, com o objetivo de transferir o centro da cidade para a área que hoje se encontra o cemitério da cidade, o quinze. Muitos empresários já iniciaram a compra de terras por lá, enquanto isso felicitamos a burguesia pelo conjunto habitacional Mauá, e pelas reformas estéticas da cidade, que em comparação com prefeitos anteriores, não há o que se discutir. A coligação a transformação continua, é do DEM partido que endossa discursos discriminatórios contra minorias como o caso dos homossexuais, é do PMDB do Kassab que higieniza as favelas queimando-as no fogo do seu inferno particular, tem o apoio do Beto Richa que fez escola tratando os professores como tratou Lerner e Alvaro Dias no passado, é do PP de Roberto Pupin e Silvio Barros que visavam construir um sistema de incineração do lixo na cidade, indiferentes aos aspectos ambientais e aos trabalhadores da reciclagem de Maringá, e por fim, é do PP que tem o candidato a prefeito Roberto Pupin impugnado, assim como o próprio Carlos de Paula, que também corre o risco de ter sua candidatura impugnada por beneficiar por meio da criação de leis os interesses da propriedade privada. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Carlos de Paula e o processo de "idiotização" sarandiense.




Os maus dizeres da prole desinformada, entorpecida pelo assistencialismo torpe do coronelismo tupiniquim sarandiense, massificada pela ideologia elitista com prerrogativas da superficialidade de uma comunidade que anseia seu desenvolvimento baseada no desenvolvimento de uma ideia de imagem, de estética, produzida e reproduzida para criar a sensação de status quo que a miséria criada à base de paradigmas implora, se enveredam por Blogs e ruas, nas praças e na rede, contribuindo para a nauseante sensação de entender a maioria, mais uma vez, como o cume dos equívocos, dos engodos, e da reprodução da ignorância.
É indiscutível que o histórico político de Sarandi tem como bases fundamentais, aquelas que sustentam tal qual o histórico político da sociedade como um todo. Assola a mente de qualquer indivíduo que se dê o trabalho de analisar os pontos divergentes dessas questões, compreender as ações de cidadania cumprindo com seu papel hegemônico de conservação e manutenção de um Estado burguês, que cria leis burguesas, cultura burguesa, e consequente disso surge este conceito raso sobre as qualidades de que um político deve debelar para administrar um município.
A democratização dos direitos nos revela uma surpreendente cota de dissabores, das quais estamos sujeitos intencionalmente. Este tiro pela culatra vem de uma relação vertical com o Estado, e com a propriedade privada, estes são os que apertam o gatilho. A democratização da escola, por exemplo, criou uma escola utilitarista, instrumento do estado na produção de uma sociedade docilmente trabalhadora, com uma educação incontestavelmente distinta daquela ofertada as elites em outro momento. Junto à democratização dos direitos emergem indeléveis, a construção da ignorância, e a distorção dos conhecimentos, promovendo a conformação da massa, que amortecidas pela sensação da garantia dos direitos pelo estado, estagnam-se diante das mazelas políticas.
A popularização da comunicação e do conhecimento, o tornou menor do que ele deveria realmente ser. Informações reduzidas, imediatistas e desconexas é que chegam à população, se disseminando conceitos falsos sem historicidade. E neste momento que antecede as eleições municipais, há de se considerar a relevância da contextualização dos fatos que envolvem a mídia desnorteada, tendenciosa, que de tão livre permite posicionamentos antiéticos frente à dignidade humana, o mandato inusitado e a candidatura obscura do Carlos Alberto de Paula, seus feitos e desfeitos, e o processo histórico de desenvolvimento da cidade de Sarandi.
A expansão do município se deu, ao contrário do que ocorreu em Maringá, de forma completamente desordenada, sem nenhum planejamento urbanístico ou conjunto de legislação que pudesse definir um plano para a ampliação e o parcelamento da cidade. Em consequência deste descontrole, há grandes vazios urbanos que separam áreas mais próximas ao centro de outras zonas ocupadas, que estão ilhadas em plena zona agrícola. Vale registrar que, historicamente, o município foi vítima da ação de despejo adotada pelo prefeito de Maringá, no período entre l.961 a 1.964, onde as pessoas eram conduzidas para fora dos limites da cidade. Segundo Caniatto (1995), em sua pesquisa realizada através de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Maringá, nos anos de 1982 a 1987, a Prefeitura Municipal de Maringá entrou com a polícia e tratores na Favela do Cemitério, derrubando os barracos onde moravam várias famílias oferecendo-lhes uma indenização espúria para deixarem a área. Assim, seus pertences eram colocados em caminhões e deixados na beira da estrada em municípios vizinhos.
                Desta forma não fica difícil entender a configuração do município atual, e sua sede de vingança, de tornar-se tão desumana e elitizada quanto seu algoz histórico, Maringá. Criou-se no imaginário popular a concepção de que Sarandi só será legitimada quando seguir os passos da metrópole vizinha, até bosque esta sendo criado, o nome talvez seja Parque do Andi, referindo-se ao Parque do Ingá. Ironias a parte é desse imaginário que começamos a entender as obrigações inerentes a função de um gestor político enquanto pontos que devam ser levados em consideração em sua candidatura, quando essas obrigações devem ser entendidas apenas como cumprimento efetivo de um papel atribuído a determinado político, ou seja, o conceito popular que vem se construindo se fundamenta no que eles nomeiam de benfeitorias. E isso é o que se pode esperar de uma população assistencialista, que acredita que fazer o bem, tem a ver com doação, com voluntarismo e moralismo. Li em algum Blog o enaltecimento dessas benfeitorias: “A criação da Guarda Municipal, a construção da UPA e do Hospital Municipal, a derrubada do Mutirão e a criação do Residencial Mauá e outros empreendimentos populares, a ampliação do sistema de esgoto que foi e vem sendo feita, os asfaltamentos dos bairros, organização do transito e construção das creches”, que, primeiro devem ser analisadas e discutidas individualmente, no entanto, partem da compreensão supracitada, de que as obrigações inerentes, seriam motivos suficientes para que alguém pudesse de reeleger automaticamente. Ora, e onde fica o ativismo político? A compreensão das desigualdades sociais, o histórico de lutas e a identidade com a classe oprimida? Elegemos os burgueses por que nos consideramos incapazes de gerir a sociedade? Inculcamos a noção de que o poder deve permanecer nas mãos dos ricos, pois tomamos como natural essa designação, e essa superioridade de classes. As benfeitorias pseudo realizadas pelo atual gestor político Carlos Alberto de Paula, não o garantem exímio. Por tanto, há de se considerar que seu condenável envolvimento com o favorecimento de uma instituição privada em detrimento da comunidade, é ponto significativo para sua desqualificação enquanto candidato a prefeito. O simples fato de existir a possibilidade de sua impugnação, deveria ser motivo suficiente para o desqualificarmos, até por que parte de um fato concreto, comprovado que trata da criação de leis em favor de interesses individuais e privados, que ferem na constituição, a garantia da impessoalidade, da honestidade e da moralidade da coisa pública, e por si só deveria torná-lo inelegível independente da corrida eleitoral e da comparação entre candidatos. O processo é bem claro ao descrever as atitudes do Carlos Alberto de Paula, como inconstitucionais:

"(...) denota-se claramente que a Lei nº 1231/205 e a Lei Complementar nº 131/2006, ambas de Sarandi, foram editadas com claro escopo de favorecer a instalação de um posto de gasolina por pessoa jurídica previamente identificada e determinada - L. Menegatti & Cia Ltda excepcionando, somente para ela, a aplicação da Lei Complementar Municipal nº 71/2001, que fixa, de forma genérica, a proibição da instalação de postos de gasolina num raio mínimo de 500 metros de um estabelecimento para outro (cf. fl. 06 dos autos em apenso).
Aliás, a falta de generalidade, abstração e impessoalidade dos atos normativos questionados, justamente por favorecerem pessoa jurídica determinada, impede até mesmo o controle concentrado de constitucionalidade.
(...) Nesse contexto resta evidenciado que a Lei nº 1231/2005 e a Lei Complementar nº 131/2006, ambas de Sarandi, investem contra os princípios constantes dos artigos 5, caput, e 37, caput, da Constituição Federal."

Por tanto não se trata de uma jogada política da oposição como vem sendo disseminado em Blogs tendenciosos e imaturos, ou até mesmo nas emissoras compradas para veicular a favor do interesse burguês. Trata-se, de um processo jurídico real, que envolve inconstitucionalidade e descaso com a coisa pública, e que transcende o recapeamento de ruas principais desprezando a existência de tantos outros bairros muito mais necessitados do asfaltamento, ou a UPA que é um investimento do Governo Federal, e não tem absolutamente nada a ver com a boa vontade do Carlos de Paula, ou ainda qualquer movimento a favor da higienização social como o fim do mutirão, e o remanejamento das famílias, ou ainda quaisquer outras “benfeitorias” realizadas no arcabouço de suas atribuições obrigatórias. 
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