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quarta-feira, 30 de março de 2011

RUDÁ RICCI: A entrevista de um fascista

RUDÁ RICCI: A entrevista de um fascista

sexta-feira, 18 de março de 2011

Auto-Condenação


Nossa! Tanto tempo se passou e a impressão que sempre fica é de que nada mudou mesmo que sejam nítidas e avassaladores perante nossos olhos. Quero tudo o que já tive ou que pensei ter, quero tudo o que sempre quis mas nem sei ao menos o sabor que tem. Apenas, quero!
Quem vive? Quem vive reclamando? Quem vive? Se fazendo de vitima... Vivem! Paro e penso que no final das contas tudo pode ser apenas mais um delírio da mente, mais uma fuga capaz de transformar todo o mundo em vilão. Só eu tenho razão, ninguém mais... Ouviu?
Sou um poço de preguiça e de inveja. Justifico meus erros com outros erros. Julgo. Condeno. Massacro. Desprezo e ignoro. Eu, eu, eu! Eu mesmo. Não sou o bom nem o melhor, eu quero ser mas quando vejo outro no lugar onde eu gostaria de estar e o julgo não merecedor daquilo, passo a não gostar. Eu, egoísta e insano. Eu, invejoso e profano.
Promiscuidade? Abomino. Abomino mas cometo. Em pensamento e em ação. Já estive em lugares inimagináveis fazendo coisas sequer pronunciáveis. Eu sei. Eu sei. Eu também pensaria o mesmo que você. HAHA. Está vendo como falar que não se deve julgar é fácil e aplicar é quase que impossivel? Eu sei. O discurso é lindo.
Não gosto de coisas falsas. As pessoas não são falsas, a menos quando lhes convém. Não gosto de coisas forjadas. Não gosto de pessoas vazias. Não gosto de pessoas razas. Por vezes não gosto de pessoas. Animais? Nem melhores, nem piores. Por quê transferir tua frustração para outra espécie? A dinâmica é exatamente a mesma. Há sentido e verdade.
Vou passar o dia todo aqui na companhia das nostalgias, das minhas saudades, dos meus sonhos, verdades e anseios. Vou escrever. Vou cantar e conversar com meu violão, desafinado e maltratado. Eu vou me arrepender mil vezes pela mesma coisa e logo depois pensar que só sou o que sou por ter feito o que fiz, mas o que sou? Até me arrepender mais uma vez. E outra vez... E outra vez...


@adilsongl

quinta-feira, 10 de março de 2011

Plano ideal.


Conte agora senhora pra amar, lave os lábios me diz pra ficar
Tanta saudade em qualquer lugar, todos os sonhos e amigos pra lá
Fonte e brisa de um canto sem som
Simples domingo de cores do sol
Veja a história não se repetiu.
Toda a vitória , perece a derrota e engole o sentir
Gotas de sangue que caem distantes são como aqui.
Tanto o presente, quanto o passado me fazem voltar
Coral de flora brincando com o tempo destroem a si.
Crises moldadas que vestem as brasas de um homem vazio
Corpos estranhos se encontram no fim
Fundo do poço, o pescoço na forca distantes de tudo que pode ser sim.
Vago sozinho num monte alecrim, casas e barcos e vícios sem mim
Cravos e rosas sem pares, sem mares, sem tudo, sem voz
São os desencontros e encontros se esvaem em algoz
Listas de livros perdidos entulhos entre nós
Magoas passadas que fecham caminhos e pesam nos ombros sem paz
O encontro imbrica em vidas distintas no mesmo lugar.
Cale meus olhos, se põe a escutar
Grito de longe e as cordas vocais
Já não enviam as vozes reais
É fogo brando num plano ideal
Diz consciência é material.

terça-feira, 8 de março de 2011

DEFINA MULHER. TRANSFORME EM FRUTA.

Algumas coisas ganham seus nomes, justamente por serem insuficientes, ou inexistentes. Liberdade por exemplo, qual significado teria se simplesmente fossemos livres? E se não buscássemos a liberdade? Por que definir algo, que não precisa de definição?
Neste viés, a intragável luta por direitos se choca com a intolerável e abundante vulgarização do estereótipo feminino, que de frágil, passou a forte, a fruta, de preferência, fruta proibida. Aos hipócritas e aos machistas de meia calça, mulher pelada às nove horas da noite, pintada na cor do carnaval, é símbolo de liberdade de expressão, é arte, cultura e tradição. Aos olhos das mulheres inibidas pelo conservadorismo neoliberalista, é um desrespeito a classe, uma vergonha explicita. Aos olhos do sistema econômico burguês, mulher é mercadoria, é objeto de desejo, e de consumo, e muitas vezes, se pode comprar. Mulher está na moda, desde os primeiros anos do século XX, quando lutaram por melhores condições de trabalho e de vida, e também por seus direitos ao voto. Lutaram e lutam para se equipararem aos homens ou para passarem os homens? E passaram, passaram longe e chegaram perto de uma vaidade hostil que se impregnou na visão multifacetada, que nós, homens, abstraia, nós seres humanos construímos dia após dia a respeito da mulher, que no âmbito da divisão de classes, rotula-se como independente, auto gestora, consciente de seu papel social, multifuncional, questionadora, arbitrária de suas próprias ações e muito, além disso, acima de qualquer julgamento masculino sob a pena do machismo indissolúvel, contudo a mercê de sua própria condenação, a por uma eternidade, manter-se fruta, sem casca, e muitas vezes, sem conteúdo.
Sobrepõe-se a mulher até mesmo as próprias mulheres, a família, a valorização não só de seu valioso hímen, como de sua comovente caminhada rumo à valorização de si, enquanto coisa, enquanto objeto de troca. Tem bunda no seguro, e não segura mais as pontas, mas segura todas as pontas, desfigurada com a descaracterização de todo seu movimento em prol de ser livre, para se auto afirmar na avenida, no sambódromo, no imaginário masculino, e nas roupas, nos nomes de fruta, na exposição despudorada e sem significados na mídia. Uma luta, cheia de pelegos.
As mulheres frutas, a nudez feminina (e também masculina) no carnaval, a mulher submissa não só ao homem, como a todas as formas de domínio, como a televisão, a beleza, a vaidade, e a sexualização precoce, são os estopins da revolução às avessas. É o caminho contrario ao que as mesmas proporam para a classe, que de classe em classe, tanto se dicotomizou, que já perdeu a classe. Caíram na armadilha ideológica burguesa, lutaram por si, e no auge de seu egocentrismo foram golpeadas com luvas de pelica, transformadas em mais uma classe dentre tantas outras, procurando definições, terminologias, que as expliquem, sem conseguirem ao menos compreender que o contexto de inserção exige abstrações no que tange o entendimento de classes, enquanto uma única. E nesse homem é homem, mulher é mulher, é que as raízes venenosas ramificaram-se, ervas daninhas se alastram por todos os lados, desfrutam de serem frutas comestíveis, e passageiras, são frutas de época, de estação, e os homens debocham da luta, sem razão, mas com razão, por que é injustificável que tantos conflitos tenham sidos findados em meia dúzia de direitos vazios, perdidos na vulgarização do corpo e da alma feminina, a qual respeito e admiro, não enquanto homem, porém, como ser humano, como individuo que preza pela totalidade e concretude nas relações humanas, sejam estas do sexo feminino, masculino, ou qual seja, sem perder de vista, que homens e mulheres são exemplos para si próprios, e seguem estes exemplos históricos, mudando, transformando, e as vezes regredindo.
Esclareça-se que não se trata aqui, ressaltar a guerra dos sexos, muito menos banalizar as conquistas históricas da mulher, que de certo são legitimas e relevantes. Não se trata de dividir mais ainda as classes, nem diminuir uma perante a outra, trata-se de não invisibilizar o cenário que se constrói a cerca dos estereótipos que levam nas costas, todas as minorias, inclusive as mulheres, que recebem as ordens difusas e paradigmáticas de como devem agir para manter a tal independência feminina, e nesse querer a liberdade, terminam por se aprisionar cada vez mais em imagens piores que criam de si mesmas. Basta notar como as meninas se vestem, brincam, imitam sua realidade adulta, deixando a inocência junto com os primeiros anos do século XX quando ser mulher era desigualdade, submissão, e deixando por roupas sensuais, conversas sobre meninos, namoro, maquiagem, vaidade. Antes a repressão tendo o fruto da inteligência, da luta, da integridade e da união do que tendo a mulher como fruta na televisão sendo o referencial de tantas outras.

sábado, 5 de março de 2011

Feedback comigo mesmo.

Eu não pretendia postar nada disso, ando tão relapso com a escrita, que seria uma ousadia tentar transmitir qualquer tipo de sentimento por meio de um texto, por isso eu não o fiz, pelo menos não completamente, e levando em consideração a pouca repercussão que eu tenha, resolvi que ia postar seja lá qual 'merda' fosse. Nada vai me descreditar tanto quanto já estou. Hoje bateu uma vontade de findar com a vida deste Blog, e todos os outros instrumentos que me ligam com esse mundo tolo. Essa vontade veio de uma vontade de me descolar desse mundo de verdade, então simbólicamente me descolando  da rede, estaria me afastando do mundo real. Seria uma nova tentativa frustrada de fuga. Fuga de mim, fuga dos outros. Mas fuga para onde? Coisa de gente que acha que tem pra onde fugir, coisa de quem usa de subterfúgios nas falas, nos textos, nos sentimentos. Isso mesmo, eu sou isso mesmo. E quem gosta de insegurança e auto destruição? Ninguém, e isso é óbvio. E assim tu te perguntas os "porquês" que te assolam noite e dia, essa indagações de solavanco que de forma nebulosa são questões sobre você mesmo. Coisas que eu nunca sei responder, e que me afastam do que eu sou. O que eu sou? Existem certas coisas que são melhores quando não se define ao pé da letra, seria amargo demais. Tem coisas que são passageiras, outras duram meses, outras duram anos, e tem algumas que refletem por toda a vida. Mesmo que aparentemente estejam mortas para outros. Eu tenho medo que as pessoas saibam como me sinto, e me levem a sério, como eu sempre quis. De antemão, digo que repensei, não irei acabar com Blog, nem nada, seria tão inútil quanto os sonhos que alimentei. Eu sei por experiência própria que a vida é feita de fases, em algumas delas parece que não vamos ter como sair nunca, digamos que o excesso de drama seja característico desta fase, mas quem quer saber disso? Então Rodrigo, seu bobo, tu vai usar tudo isso de outra forma em outro momento. Não de desfaça do que te pertence, só se afasta do que nunca foi teu. 

terça-feira, 1 de março de 2011

FIM DE SEMANA É DIA DE HERÓIS.

Heróis do esporte. Heróis do nordeste. Heróis da novela das oito. Heróis das ruas. Heróis do assistencialismo. Heróis do senado. Heróis da superação. Heróis da vida real. Heróis, exemplos, figuras que ilustram sutilmente o que se espera de você, que de herói global não tem nada. Talvez seja o herói telespectador de tantos heróis ungidos em cristo, que existem por ai. Talvez, seja um herói solitário, com pinta de vilão e língua de serpente, cheio de verdades para contar. Contudo, este vilão/herói não sai nos jornais, nem é capa de revista, e muito menos é exemplo de qualquer coisa por ai.
Não é estrela do basquete, e não joga nos Lakers dos EUA. Também não é triatleta, exemplo de força e persistência. Não é Ronaldo aposentado, nem é Pelé, entende? Não é ícone do esporte, e o que você diz, não vai fazer diferença para ninguém, por que não tem nada que faça de muito bom. Talvez faça algo meia boca, mais ou menos, quebre um galho, mas nada em especial. E o que não falta na televisão no domingo é gente especial, desde o Esporte Espetacular até o BBB, depois do incrível show de heróis no Fantástico. Isso perpassa por toda a rede de comunicação, tem programa do Gugu, um exemplo de herói para o povo classe miserável.
Domingo mesmo é dia de chorar, é dia de nostalgia, é dia de brincarem com seus sonhos. A TV acorda os mais profundos sonhos, as mais diversas emoções, te comove de uma forma cruel. Como não ficar mortificado com as reportagens no Esporte Espetacular no Haiti? É o puro creme do apelo emocional, aquele uso indiscriminado das desgraças alheias como se tivesse cunho social, como se fosse a solução dos problemas. Acaba a reportagem, todos choram, e o Haiti continua com seus enormes problemas, com meia dúzia de soldados brasileiros fazendo um trabalho quase de lavagem cerebral, fazendo com que haitianos percam sua identidade, e tornem-se brasileiros na camisa, e na submissão. Eu sei disso, mas quando a reportagem mostra a miséria, as crianças comendo biscoitos feito de lama e manteiga, ou sopa de galhos de arvores, com água de esgoto, não há heroísmo solitário que resista, então quando você com seu coração mole se identifica, e deixa sua apatia de lado, se comove, eles (a TV) mostram quantos voluntários, quantas pessoas dispostas a ajudar, quanto exemplo de superação, e o quanto sua vidinha que tanto você reclama, em comparação a dos haitianos, é melhor, mas você é podre e egoísta demais por reclamar tanto. Seria se não fosse conveniente se conformar com a situação de injustiças as quais tanto haitianos, quanto nós brasileiros, e outros tantos que sofrem todo santo dia. Não quero fazer apologia a banalização e a apatia diante de tantas desgraças que acometem o mundo. O que eu gostaria, é que entendessem, que pobreza, miséria, seja aqui, seja no Haiti não se justifica. Tornar isto público é dever das redes de comunicação, brincar com os sentimentos das pessoas, dramatizar, criar crônicas das desgraças, é um toque especial, é um adicional, é o chorinho, o trunfo nas mãos das grandes empresas da área. Eu digo isso, não por que critico os prantos de quem vê, meus caros, eu chorei, eu me comovi, eu me indignei, e isso é absolutamente normal, estranho seria não se mortificar com tamanha barbárie. São os poréns que me afligem.
Estende-se por toda à tarde com esse jogo de por nomes balançando em estandarte, ao que nossos olhos lacrimejem com os tantos absurdos divulgados. Sensibilizamo-nos, com o tetraplégico que num grau de superação exemplificador saltou de para quedas, e apareceu no Domingão do Faustão relatando sua intensa experiência, e como a sua vida cheia de movimentos é vazia e sem sentido, ele sim devia reclamar, mas quem reclama é você. Não lhe parece estranho essa enxurrada de exemplos de superação que nos carrega emocionalmente de culpas e dores e de conformismo, por que é uma superação na grande parte das vezes onde na maioria das vezes, os maiores limites nunca sequer existiram. Pular de para quedas exige sim coragem, e muita disposição, porém outros fatores são intrínsecos no que tange essa atividade. Então, a resposta é, cada um que supere seus limites sem achar que precisa sair de sua posição social para tanto. Cada um no seu quadrado de superação!
No programa do Gugu, com  sorriso hipócrita e amarelo de bandido que não foi preso, seus quadros são excessivamente melancólicos, apelativos, e se usa indiscriminadamente das misérias espalhadas pelo Brasil. Os miseráveis, pobres tem seus sonhos explorados até a última gota na exposição necessária de quadros dantescos e pedantes como são estes tipos de quadros. Cheio de pobre chorando, gente passando fome, sem ter onde morar, ou longe de casa e sem ter como voltar. Estes são os mais comuns.
E para finalizar com chave de ouro a sessão heróis de meia pataca, Pedro Bial abre a nave BBB com meia dúzia de heróis segundo ele, que brigam não por ideais, nem pela igualdade, mas sim, por uma quantia razoável em dinheiro, semeando os mais diversos sentimentos desqualificadores para uma sociedade já imersa na sua falta de exemplos significativos, de uma sociedade sem referencias, que se pauta na miséria alheia para sentir-se melhor, e acredita que herói é Gugu, e participante de reality show.



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