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quarta-feira, 28 de março de 2012

O MITO DA FAMÍLIA COMO CONSTRUÇÃO NATURAL

Autor desconhecido.

Socialmente há uma tendência a se naturalizar o conceito de família. Por naturalizar, estou querendo dizer que a família é vista como um dado da natureza, como se pelo fato de existirem dois sexos anatômicos distintos, a formação da família seria “naturalmente” a união dos mesmos, e que, portanto, fora desse “modelo fornecido pela natureza”, não existiria família propriamente dita. Essa afirmação é falsa, pois não revela justamente o que faz existir a família tal como a conhecemos. A família é um constructo histórico e sociocultural, ou seja, a família é uma instituição criada pelos humanos, de forma que, a rigor, só os seres humanos constituem família. Na natureza “selvagem”, os animais se reúnem em bandos, se encontram, se acasalam, e esse acasalamento não obedece a padrões morais, pois, na natureza, a consanguinidade inexiste, donde se observa no mundo animal pais e mães mantendo relações de procriação com seus rebentos. É exatamente a instauração de um código moral e dos laços de parentesco e consanguinidade que faz surgir a família, o que o antropólogo estruturalista francês Claude Lévis-Strauss chamou de “tabu do incesto”. Ao estabelecer esse tabu, surge a civilização, separando o homem do suposto estado de natureza em que vivia do estado de sociedade, sujeitando-o então às leis, tanto às secularizadas quanto às morais. Isto não faz a natureza ser menos boa ou cruel do que se imagina, pois, lembrando o grande escritor português José Saramago, bondade e crueldade são qualidades que os homens “emprestam” à natureza. A natureza é e sempre foi o que tem sido, independente das colorações de virtudes ou vícios que os humanos utilizam para pintá-la. Por ser uma construção histórica, social e cultural, a família modificou-se ao longo do tempo, porque a sociedade e a cultura se modificaram. Do ideal da família nuclear moderna (pai, mãe, filhos), vemos famílias mononucleares (principalmente constituídas por mãe e filhos), e tipos outros de construção familiar.

O MITO DA HETEROSSEXUALIDADE COMO CONDIÇÃO NATURAL DA SEXUALIDADE HUMANA

No final dos anos 1950, dois sexólogos estadunidenses, William Masters e Virgínia Johnson realizaram uma pesquisa ampla e inovadora para a época, sobre os comportamentos sexuais dos norteamericanos, que serviu durante vários anos como referência mundial para o estudo da sexualidade humana. O que eles encontraram em suas pesquisas? Além de vários achados, verificaram que a maior parte dos entrevistados tinha tido ao menos uma vez na vida a experiência sexual da homossexualidade. Para se chegar a tal resultado, levaram em conta não somente a relação sexual stricto senso, mas as fantasias, os sonhos que resultaram na experiência de prazer sexual relatada pelos entrevistados. Posteriormente, os estudos foram criticados, não por acaso, pois a sexualidade na nossa sociedade sempre foi e ainda é revestida de interditos. O que esses dados revelaram? Primeiramente e o mais óbvio, que o sexo anatômico de homens e mulheres (pênis e vagina) não determina o padrão heterossexual da conduta sexual, ou seja, a definição da sexualidade não reside simplesmente na morfologia dos órgãos genitais dada pela natureza. Em segundo lugar, que não há indivíduo 100% heterossexual nem 100% homossexual, dentro de uma gradação que vai de 0 a 100. Finalmente, e o que é mais interessante destacar, são as consequências que esta afirmação traz: por não ser natural, a heterossexualidade tem que ser constantemente vigiada e estimulada socialmente, pois, se deixada por conta da natureza, ela não está garantida. Ao contrário, a natureza garantiria o padrão da bissexualidade, já que os achados dos pesquisadores apontavam para a potencial e não menos natural bissexualidade humana. Aliado ao fator religioso que envolve o tema, o famoso “crescei-vos e multiplicai-vos”, o estímulo à heterossexualidade foi também plataforma política, como pode ser verificado na história higienista brasileira do final do século XIX, acentuadamente positivista, quando se atribuía ao bom funcionamento do aparelho reprodutor feminino o progresso e o crescimento da nação, tratava-se então de povoar o Brasil com indivíduos saudáveis.

O MITO DO PODER NATURAL DO MACHO

Os homens não detém igualmente o poder na sociedade. Vários estudos têm demonstrado que para ocupar o poder nas sociedades ocidentais contemporâneas há um candidato exemplar, qual seja, o homem branco, heterossexual, classe média ou superior, com nível universitário. Ou seja, não basta ser homem para ter poder, isto significa que há uma parcela grande da população masculina que dele está excluída. O poder não é desigual, portanto, somente entre homens e mulheres (como denunciado pelas pesquisas feministas iniciais de gênero), mas também e, principalmente, entre os próprios homens, o que o sociólogo francês Daniel Welzer Lang chama de sociedade androheterocentrada, cujo poder máximo está nas mãos dos “grandes homens”, o modelo ideal de masculinidade, relegando uma grande massa aos papéis subordinados, os “pequenos homens”."

domingo, 25 de março de 2012

A capa de fazer voar


O vento e a brisa já não são os mesmos que sopravam na velha capa de cor incógnita desmemoriada, feita para vôos altos, nem ao menos o brilho nos olhos e a imensidão do mundo, talvez os sonhos ainda sejam os mesmos. Quem sabe a vontade de voar, na crença descabida de uma criança inocente, sem rugas, sem medo e sem dentes, um salto de cima do sofá, nada mais é que o vôo ao infinito, que o sonho realizado, de um herói oprimido pela vida adulta. O vôo que nunca aconteceria terminando em um pouso pouco sinuoso, ainda sim sem a emoção juvenil de um rasante sobre as cabeças sóbrias, dos que sem capa hoje voam como se fossem pássaros alados, e não pousa em lugar algum. Minha capa era capa de herói, e os meus poderes eram o de poder planejar a felicidade como quem faz o plano de vôo, como quem tem a certeza, que depois de grande é que se alça vôo. A capa foi costurada sob medida, na máquina mãe de todas as máquinas, geradora de sonhos interrompidos que se proliferam em cada linha de algodão, que viram capas, que fazem voar, que fazem sonhar. Sonhava correndo no vento, no gramado do quintal, sonhava de capa, protegido pela ignorância, pelo não saber, pela infância subnutrida de materialidade, subjetiva em sua essência, cheia de planos e de certezas, cheia de sonhos e de vôos nunca feitos, nunca alcançados. A capa era de fazer voar, no entanto como uma pedra amarrada nos calcanhares, estagnou o sonho, bloqueou o vôo, tornou real e objetivo o mundo, materializou a dor de ser, de tomar para si as responsabilidades de não ter mais uma capa mágica que lhe possa proteger. De pés no chão, e capa na cabeça, numa infantilidade quase que mortal, desprotegido como um motociclista sem capacete, feito um herói aposentado que se lança ao vento na confiança do passado, no descompasso dessa dança, sem harmonia, sem parceria, sem capa. O sofá já não é o maior dos desafios, viver como alguém comum, sem disfarce, sem poderes, sem a dignidade de ser quem sempre foi no mundo paralelo da infância, é lutar contra toda loucura de não ser normal e contra todas as normalidades insanas que não me permitem sair por ai, de capa, saltando meio fios, saltando sofás, sem saber voar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Os direitos e as privações cerebrais dos toscos mortais

Senhoras, senhores
Os direitos humanos e seus defensores, aqueles que sensibilizam com as injustiças e violências direcionadas a quaisquer pessoas, independente de índole, de cor, de sexo ou de classe social, estão sendo acusados de defender os direitos de pessoas que não merecem ter qualquer tipo de direito, como se direitos fossem uma exclusividade de alguns em detrimento de outros, por fazerem por si só seus próprios julgamentos, condenações, sem ao menos se basear em qualquer tipo de fundamento ou fato concreto.
Os direitos humanos são auto-explicativos, e tratam em sua essência de proteger a integridade e a dignidade humana, de homens e mulheres que muitas vezes estão submetidos aos acasos e descasos de uma sociedade cada vez mais desigual e pro genitora de sua própria violência e banalização da morte. Em uma sociedade organizada de modo hierárquico e desigual, o poder econômico e seus proprietários aniquilam as possibilidades de transformação social, e mantém um ciclo vicioso de gerações violentas, sem os privilégios da educação e da sensibilidade, que se perde logo nas infâncias roubadas pelas famílias desestruturadas, somadas a falta de estrutura na organização social, onde a justiça se faz cega, e se diz neutra as injustiças contra os mais fracos, e faz vista grossa aos que podem pagar bem por isso.
O cenário em que se encontra a cadeia de Sarandi nos revela de modo escancarado como esta instituição publica reflete toda a falta de educação de uma geração, e toda a truculência de uma infância. Um ambiente nenhum um pouco familiar, pouco acolhedor já por si só, conta ainda com o pouco caso com relação aos direitos que deveriam ser garantidos por serem os presos, apenas humanos. O tratamento com a comunidade que se vê perante uma situação desconfortável como ter alguém de sua família lá dentro, muitas vezes não difere muito do tratamento dado aos próprios presos, que condenados ou não, recebem uma truculência exacerbada, que de humano com certeza, não tem nada. Desagrada-me presenciar o sofrimento daqueles que já nasceram sofrendo por não terem os direitos a desfrutarem de suas dignidades desde a tenra infância, que tiveram como escolhas as mais diversas, desde o caminho das drogas, da violência, até os trabalhos mais indignos e mais humilhantes que restam aqueles que não se beneficiam de uma boa educação e de espaço dentro da sociedade.
Me inquieta a sociedade abominar tanto os crimes e a violência, e ser indiferente e impiedosa com quem esta pagando pelos seus crimes.  Que fique claro, pagar pelos crimes, quando se trata de prisão, tem a ver somente com a privação da liberdade, não tem a ver com privação dos direitos humanos, como a higiene, a alimentação, a convivência com os familiares, o direito a aprender uma profissão, e se recuperar com intuito de um dia reingressar na sociedade, com mais possibilidades e sensibilidade, sem falar de dignidade para que assim possam seguir em frente tentando mais uma vez lhe dar com as injustiças arraigadas a este modelo social vigente.
No entanto o que temos na cadeia de Sarandi diverge completamente daquilo que supostamente deveria estar acontecendo. A super lotação, a falta de um espaço propicio para se manter o mínimo de higiene, as refeições mal cheirosas, a ociosidade, a propagação de doenças contagiosas como o caso atual da tuberculose, que causam aflição nos familiares, por diversas questões, entre ela a proibição de visitas, intensificando o sofrimento de quem se encontra encarcerado, sem chances de um contato, o que também me parece um direito que deveria se garantido, mas não é. Os dias de levar comida aos presos que eram dois, foram encurtados para um dia, a truculência com os familiares ainda valem por dois dias, o que não poderia ser justificado pelas péssimas condições de trabalho as quais estão submetidos os funcionários da delegacia, afinal de contas, nesse ciclo vicioso a ponta que se arrebenta é justamente a do lado dos que se encontram em situação desfavorável.
 Pagam os presos, pagam seus familiares, e paga a sociedade que não percebe que os problemas estão sendo resolvidos de trás para frente. Até quando vamos aceitar que seres humanos sejam sujeitados a tais humilhações, e situações desumanas? Só sensibilizaram quando forem seus entes a mercê desse descaso? A sociedade precisa de alteridade, bem como a justiça precisa de responsabilidade, por que neutralidade não existe, a justiça decide baseada na frieza e na indiferença que se criou com todos os que já nascem rotulados como marginalizados, ela decide com bases muitas vezes insustentáveis, mas decidem, por que cabe a ela a decisão, e a ninguém mais. A sociedade indigna cabe paciência com a burocratização das vidas e da liberdade, cabe aguardar passivamente, sujeito a desacatar ou incomodar o poder e acabar como réu de todo este sistema falido de direitos não levados a sério, que fazem homens e mulheres chorarem os maus tratos, a indiferença, a ignorância, a brutalidade a falta de alteridade.
É necessário se por no lugar do outro, dos possíveis inocentes que estejam pagando por crimes que não cometeram ou esperando seu julgamento. Põe-se no lugar da mãe que sofre pelo filho desencaminhado na sociedade, que além da liberdade, perdeu a dignidade de comer bem, de dormir bem, de manter-se limpo, que bebe água do chuveiro, que divide colher com várias pessoas, sujeito a contrair uma doença. Já parou para pensar como você daria outra importância se tudo isso lhe afetasse diretamente?

quarta-feira, 14 de março de 2012

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO.


Uma foto, um fato, um pelego, um boato. Existe um medo generalizado com relação a manifestações publicas, a greves e reivindicações dos direitos. O medo vem da covardia e da preguiça de pensar, e se mistura com as conseqüências reais, concretas que uma greve pode acarretar. A greve é uma manifestação legitima dos trabalhadores, garantido pela constituição, é um direito, nós podemos. Porém existe uma cultura amedrontada, com receios de que esse tiro saia pela culatra. Não é por menos, alguns dos nossos direitos realmente podem ser um tiro no pé. A greve de modo particular pode ou não ser uma possibilidade quando uma determinada classe da sociedade não esta satisfeita com as condições impostas. Quando existe um movimento organizado, com assembléias, informações e ações que reivindicam melhorias, existe também um movimento contrario movimento este que tenta minar e desqualificar a legitimidade de se ter acesso as melhorias por meio de quaisquer manifestações, organizadas ou não. Um dia ouvi falar sobre uma palavra, a catarse, e como exemplo, para explicar o seu significado, teve o quadro de um trabalhador na fila de INSS que justamente estava com seus funcionários em greve, este precisava de atendimento para conseguir ter suas necessidades garantidas, e num momento de surto, de explosão de sentimentos, diante de todas as mazelas advindas do modelo social capitalista, o trabalhador simplesmente tacou gasolina e tacou fogo no INSS, a catarse do individuo, uma manifestação solitária de seus direitos, regada por depredação de espaço público, infração de regras e leis, enfim, o individuo, trabalhador, requerendo seus direitos foi autuado e respondeu processo por isso. Vejamos como as necessidades é que fazem com que tomemos as atitudes que tomamos independente se do ponto de vista de organização social, isso é moral ou amoral, legal ou ilegal, sendo assim, do ponto de vista capitalista, onde se valorizam o individualismo e o imediatismo, as necessidades dos outros, em momento algum são vistas como minhas necessidades, e se cada um segue um rumo diferente lutando por necessidades individuais a possibilidade de se ter as necessidades atendidas são remotas, visto que somos subjugados a todo o momento, e estamos à mercê de uma justiça não tão justa assim.
Atear fogo no INSS a principio parece tão amoral e ilegal quanto queimar pneus na frente de uma Universidade, e isso tudo carregado da falácia moralista que os ignorantes pequenos burgueses, acéfalos e subprodutos do capitalismo constroem a cerca de qualquer movimento que ameace a zona de conforto, a estabilidade, o cotidiano, a mediocridade de uma vida retilínea, que independe aparentemente dos salários dos profissionais da educação ou da própria precarização do ensino. Estes mesmos acéfalos vociferam contra todo movimentos e contras as pessoas que defendem e organizam, contra quem toma partido, contra quem levanta bandeira, eles querem a neutralidade, querem um interminável dialogo, um fogo brando, uma discussão morna, como se já não tivesse mais do que discutido. Quantas movimentações, manifestações, chamadas, alertas não forma feitas pelos organizadores deste movimento a favor da educação e por conseqüência melhoria para a Universidade Estadual de Maringá? Como alguém ousa levantar a questão de que não foi discutido com a comunidade acadêmica, que a maioria não decidiria por greve, ou que estão agindo arbitrariamente só por jogadas políticas, e como sempre agora os comedores de criançinhas da vez são PSTU e PSOL, ocupando o lugar de “comunistazinhos” safados. “Eu vejo o futuro repetindo o passado, eu vejo um museu de grandes novidades” como diria o saudoso Cazuza, é assim que eu me sinto.
Seria óbvio demais, porém quem não quer entender, não entende mesmo. Por que diabos alguém do ou com consentimento do DCE atearia fogo em pneus nos portões da UEM, sabendo que a espreita tem pelegos loucos para desqualificar a gestão? Não meus queridos! Não estou dizendo que foi um capataz do Beto Richa que fez isso, estou dizendo que gente muito menos gabaritada, com objetivos bem menores, como o de desqualificar todas as ações do movimento, e desmobilizar toda uma classe, seria sim capaz de atear fogo, fazer noticia, e fazer manobra de massa sem nem precisar da rede globo de televisão para tanto, a boiada já está tão treinada, que não precisa nem de ordens, seguem ao pasto por instinto.
Seria muito bom não precisar entrar no mérito de uma foto que causou tanto alvoroço, e que conseguiu pelo menos em algumas pessoas, poucas creio eu, tirar o foco do que realmente esta acontecendo de importante, um movimento pela educação e pela dignidade dos profissionais, que por conseqüência tem relação com os próprios estudantes. Estes mesmos estudantes que se racham entre os que têm clareza de pensamentos e entendem a importância de movimentar-se, e os que banalizam o movimento, o desqualificam, e se justificam apolíticos e neutros, são os que dizem não gostar de política se manifestando e tomando um partido, contra seus próprios interesses, é contraditório, porém faz sentido quando não se sabe ao certo se sabem o que realmente importa, pois o individualismo e o imediatismo conseguem produzir essa inversão de valores, essa fragmentação de necessidades.
Qualquer aprofundamento teórico com relação à divisão de classes e do trabalho para explicar o dia fatídico de hoje seria visto como importante por muitas pessoas que já entendem estas relações e que se identificam com as responsabilidades de se fazer política diariamente, no entanto seria encher lingüiça para uma pequena parcela de bois a caminho do pasto.
De fato não deve ser fácil para quem decidi tomar a frente das lutas, organizar e por a cara a tapa, eu não fiz isso, mas respeito e me sinto sim representado por todo aquele que movimenta céus e terras por ideais dos quais eu acredito, não importa como, por que eu sei que não há movimento sem conseqüências concretas. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Menina no lance


Meu amor, aonde foi que cê se meteu,
Por que, que não ta junto com o meu?
Por favor, aperte, belisque, balance,
Me diz que tenho mais uma chance.
Onde estou? Onde você me deixou?
 É quase que se fosse outro lance,
Nos sonhos me parece um romance, sem valor.
 Será que esse amor já morreu?
Eu disse tanta coisa bonita,
E ouvia tantas coisas da vida,
E agora, como posso te esquecer?
Você já faz parte do meu, do lado do gueto e do breu,
Buscando caminhos errados, errantes, distantes,
Chegando a algum lugar, não posso nem te contrariar,
 Aonde esse amor foi parar?
Tudo bem, agora eu só quero te amar.
Vou botar aquela minha roupa marcante
Você nunca me viu como antes
Agora vou brincar de ser teu
Agora vou dizer quem sou eu
Não se assuste se tudo der certo
O final é melhor que novela das seis.
Venha cá e destrua outra vez
O nosso romance real
Esse negócio de viver sonhando é legal
Quando a gente não se dá mal, mal, mal, muito mal.
Me diz se não tem outra menina?
Que se envolveu nessa loucura divina.
Que inventou suas próprias mentiras
Todo dia, aquilo não me satisfazia
Eu cego, muito bobo sorria
Estava te perdendo
Já existiam outros por dentro
E eu amando todo esse lance
Achando que era pleno romance
Acreditando mesmo na chance
De ser feliz.
E o que aconteceu?
Meu amor, aonde foi que cê se meteu,
Por que, que não ta junto com o meu?
Aquele menino sou eu, e teu
Não sei nem onde estou
Meu amor, aonde foi que cê se meteu,
Por que, que não ta junto com o meu?
Aquela menina chegou, mudou, pegou, murchou
O nosso amor.
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