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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O RANCOR DA BANCADA CONSERVADORA, E O ATAQUE A PARTICIPAÇÃO POPULAR TRAVESTIDO DE ÓDIO AO PARTIDO DOS TRABALHADORES.


As eleições se findaram, contudo os ataques aos direitos civis vem se intensificando dentro do congresso nacional com o aval dos separatistas e antipetistas que se alastram com um ódio rançoso em terra brasilis, como quem acaba de chegar da monarquia portuguesa no ano de 1500. Posso sentir o cheiro fétido, dos cavalos e carruagens, trazendo todo o colonialismo mais vil.

Estamos lhe dando com um congresso vingativo, conservador, aristocrático, truculento, cínico, escravocrata, que se empoderou ainda mais de suas bandeiras fascistas, autoritárias, antidemocráticas e raivosas depois das eleições de 2014. Esse empoderamento se deu pela oxigenação do ódio irracional a candidata Dilma e ao partido dos trabalhadores. Esse ódio foi inflado de todas as maneiras possíveis, como vem sendo desde sempre, e com o governo do PT se mantendo no poder, a irracionalidade, a brutalidade deve ser avalizada pelo povo que preencheu seus próprios esvaziamentos de um ódio, muito fortemente ligado aquilo que podemos chamar de ideologia da classe dominante.

Assim, como primeira ação do congresso nacional, tivemos o veto ao decreto 8243 que institucionaliza uma política que já existe e aprofunda a democracia na medida em que aproxima a sociedade civil e o Estado. A presidente Dilma Rousseff assinou, no último dia 21, um decreto que institui a Política Nacional de Participação Social. De acordo com o decreto “fica instituída” a política, “com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”.

A priori, estamos falando de modo resumido da transição da democracia representativa que reproduz propositalmente e muito convenientemente uma comodidade na sociedade civil, que ao se ver representada por meia duzia de parlamentares, e ignorante ao tema política se abstêm completamente do seu poder de decisões dentro daquilo que é mais importante na organização social e politica, para uma tentativa embrionária da democracia participativa, que possibilitaria um maior poder de decisão ao povo, ou seja, uma mudança significativa na forma de fazer política, mesmo que ainda mantendo as relações e condições dadas da realidade concreta, de uma sociedade capitalista.

Nas redes sociais se referindo ao veto no congresso nacional, Antonio Imbassahy disse:

Vitória da democracia!
Acabamos de derrotar na Câmara dos Deputados, o decreto bolivariano da presidente Dilma, que retira do Congresso Nacional atribuições constitucionais transferindo-as para 'conselhos populares'. Ao impedirmos que o voto de cada eleitor brasileiro valha menos que uma cantada da presidente, demos um claro sinal para Dilma e o PT: o Brasil não aceita o chavismo da Venezuela e não vai se submeter ao autoritarismo repudiado por mais de 50 milhões de brasileiros que nas urnas do ultimo domingo fizeram sim as mudanças.”

É preciso se atentar para as estratégias sórdidas de ganhar o aval da população até mesmo quando se trata de uma ação que significa um claro ataque aos direitos civis e a participação popular nas decisões politicas do país. Os jargões mais utilizados na atualidade pela classe burguesa, são “bolivariano” e “chavismo”, e em conjunto com toda a estrutura organizacional da classe burguesa, dentre elas o monopólio da comunicação, nos vemos a mercê da reprodução de idéias idiotizadas e descoladas da realidade na tentativa de explicar o que é uma clara tentativa de pulverizar o partido dos trabalhadores do cenário politico. Dá-se todo dia essa tentativa com capas da Veja, da Isto É, da Época, do Jornal Nacional, da rede Globo e suas filiadas como um todo.

Justifica-se o veto ao decreto, com uma possível ditadura petista, onde movimentos sociais institucionalizados teriam mais poder que o próprio congresso, como o MST, a UNE, e outros movimentos sociais que seriam encabeçados por militantes do PT, o que é tão pernicioso quanto a disseminação indiscriminada e esvaziada dos termos “chavismo” e “bolivarianismo”, numa clara tentativa de justificar o injustificável. Numa falta abissal de compreensão de que os movimentos sociais, somos nós, são aqueles “partidinhos” de esquerda que vocês odeiam, aqueles que vivem batendo panelas e brigando por direitos, que vivem diariamente nas ruas, infernizando a vida dos políticos, justamente com a intenção de participar da vida politica do país. Agora se você acha que eles são encabeçados por militantes do PT, tire essa bunda gorda do sofá e vá militar nos movimentos sociais, quero ver quantos dias você aguenta.

Me permito, repetir, vocês são com toda certeza uma porção de ABERRAÇÕES COGNITIVAS, reproduzindo feito papagaios coisas das quais não tem o menor conhecimento, falam de inflação, de dólar, de recessão, de economia, como se fossem peritos, mas não fazem mais nada do que repetir aquilo que os donos das mídias transmitem incessantemente como alimento do ódio e do rancor ao partido dos trabalhadores, que sim faz todo tipo de concessão para se manter no poder, mas faz concessões que fique claro, a justamente aqueles que estão no poder, aqueles que são a própria concessão.

O partido dos trabalhadores carrega consigo o ranço do socialismo, o ranço do golpe comunista, e apesar de não ser absolutamente nada disso, deve servir como exemplo para nós que lutamos pelo socialismo. Esse ódio produzido e enlatado pela burguesia contra o partido dos trabalhadores, é um ódio a toda ideia socialista, é um ódio a toda ideia de revolução e de inversão da piramide social. Hoje é um ódio dessa pseudo e enfadonha esquerda, o PT, mas só por que ela se tornou visível e importante no cenário politico, no entanto, qualquer que seja a esquerda que sair do submundo, da invisibilidade, dos guetos, dos movimentos sociais, será criminalizada, será vitima brutal desse ódio irracional inflado e oxigenado cotidianamente no imaginário social.




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