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sábado, 30 de outubro de 2010

Thiago Pethit - Mapa-Múndi

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

V EBEM


Apresentação

O EBEM – Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo – é um encontro de âmbito nacional que tem por objetivo possibilitar a discussão entre investigadores, professores, estudantes, militantes dos movimentos sociais e os diversos núcleos de pesquisa no país que abordam o tema da educação na perspectiva teórico-metodológica do materialismo histórico.
Dando continuidade aos encontros anteriores, temos a satisfação de apresentar o V EBEM, sob o título “Marxismo, Educação e Emancipação Humana”, organizado por pesquisadores e professores da Universidade Federal de Santa Catarina, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Ciências da Educação e ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. O Encontro acontecerá em Florianópolis, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 11, 12, 13 e 14 de abril de 2011.
Esta edição do evento contará com espaços de reflexão distribuídos entre diferentes mesas temáticas. Também acontecerão apresentações de trabalhos, que serão inscritos mediante submissão de resumos.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Brasil e suspense?

A mini série global, que passa apenas uma vez por semana, carregada de suspense, com a atuação unica de Selton Melo e Juca de Oliveira, dentre outros, que se entregam ao estilo noir, em uma intrigante história do autor João Emanuel Carneiro. De fato, nunca imaginei que uma série brasileira tivesse este potencial de imagens, de enredo, de suspense. A história gira em torno de uma cidade que cresceu com as minas de ouro e em nome de uma membro histórico desta cidade, José Silvério, que explorava minas, e negros, de forma violenta e brutal, sempre passando por cima de todos para conseguir o que queria. O impressionaste é que O enredo se passa em dois grandes momentos em Diamantina. Há dois ambientes paralelos:  um que  acontece no século XVIII e outro nos dias atuais.. O jovem Dimas volta para sua cidade depois de estudar medicina em São Paulo e ter sido internado também com problemas psicológicos, em busca de uma chance no hospital da cidade. Quando chega na cidade muitos acontecimentos do passado são resgatados, a morte de um amigo de infância do qual foi acusado durante muito tempo, e logo os comentários rondam a cidade. Uma estranha mulher Edelweiss o procura, dizendo que ele lembra o Otto, um antigo médico da cidade que ficou famoso por praticas de curandeirismo, e já morreu. A mulher diz que ele tem que curar ela, ele convencido de que algo estranho realmente esta havendo a leva num lugar longe da cidade e faz uma cirurgia espiritual, daí em diante Dimas fica confuso, e começa a investigar então, a vida do antigo curandeiro, o Otto, e acaba descobrindo que ele foi assassinado pelos poderosos da cidade. Muitas coisas vão se revelando, de modo bem acorrentado e instigante,  e no desenrolar da trama, Dimas acredita ser também um curandeiro, encarnação de um médico que praticava este tipo de cirurgias, mas na cidade muita gente não quer que isso aconteça, pois remete a acontecimentos secretos do passado, porém outros que recebem o beneficio da cura idolatram Dimas, isso cria uma tensão na cidade. Muitas pessoas desconfiam, acham Dimas louco, e assim ele tem que tentar descobrir por que Otto foi assassinado, sem saber que por trás de toda essa rede de segredos, há muito mais coisa que ele poderia imaginar. José Silvério acometido por uma porção de veneno da alma por um índio, vai morrendo aos poucos por uma lepra, e encontra a esperança de sobreviver em um menino curandeiro, o qual ele compra dos pais, mas o menino recusa curá-lo, José então o tortura, de todas as formas possíveis. Paralelo a isto, Dimas descobre que Otto, não esta morto, o que trás grandes surpresas, e uma palpitação muito grande para entender quem realmente são os vilões desta história impressionante, e excitante. São várias reviravoltas no decorrer da trama, confundindo e aguçando a curiosidade dos telespectadores.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

De todos os dias estes são os piores



Nos últimos dias eu tenho acordado com poucas expectativas, e isso se estende em grande a parte as pessoas, ao mundo, as atitudes, aos laços. Há muito tempo que tanta coisa havia deixado de ser problema, há muito tempo que eu aprendi a ser quem sou sem temor, há muito tempo aprendi que basta ter em quem confiar e tudo se torna tão mais simples e enriquecedor. Há um bom tempo eu tenho aprendido tanto na vida, sobre mim, sobre as pessoas, sobre o mundo. Entretanto, o que pensar quando tudo o que se aprende não supera a realidade se despedaçando na sua frente? O que fazer quando não se encontra mais um alicerce, uma base, algo sólido. Sim, o que fazia tanto sentido torna-se vazio, uma imensidão de nada. Mas por que pessoas um dia preenchem de forma tão intensa, por que o mundo te deixa na mão, com suas expectativas, com seus planos? 


Hoje eu acordei e procurei tentar entender o que esta havendo, dei play numa música animada "All the lovers" corri lá fora, e achei que ia encontrar um belo sol, achei que ia abrir os braços e respirar profundamente, e renovar minhas energias para uma nova jornada, mas não, a chuva era intensa, trovões, relâmpagos e muitos ventos. "É isso!" eu pensei, é dessa realidade que eu estou falando, é desse jeito que as coisas tem de darem sempre erradas que eu nunca me acostumo. Um dia você acorda contente com o seu trabalho, depois de ter feito tudo com tanto amor e tanta dedicação, observa que o dia tem tudo pra dar certo, o céu límpido, e uma brisa encantadora, eis que já se precipita um demônio e lhe diz que depois de tudo teu lugar não é mais ali, que a partir de então estas a disposição. E eu lhe pergunto, a disposição do que? Do desemprego, da ilusão, dos péssimos inimigos ao meu redor? Mas ainda não acabou, muita coisa ainda há de acontecer, ainda há de esperar o conforto, a sensibilidade, e o que recebe? A indiferença, a desconfiança, a infidelidade, a troca.

Hoje eu acordei, e já não eram mais as mesmas coisas de ontem, já havia perdido a segurança, os planos e a vontade de lutar que adquiri com tanto esforço, para assim tão subitamente ter que voltar a estaca zero. Mas isso não basta, ainda me vi no espelho, e não consegui me encontrar, lá só restava alguém distante, alguém com quem perdi o contato a muito tempo, mas que voltou a me assombrar. O orgulho de não ser nada nem ninguém. e no fim de tarde desse mesmo dia eu dancei "all the lovers" , sim eu rodei a casa toda, e ela estava vazia em todos os cantos, em todos os móveis, em todos os retratos, em todos os livros, e eu chorei, chorei por que esse dia não existia de verdade, e nunca existiu, foi sempre uma criação inconsciente e inesperada da minha mente. 

Hoje eu acordei com esperança, se me dissessem apenas um signo de amizade, eu reviveria tudo em segundos como se nunca houvesse tido barreiras. Eu teria voado se fosse preciso, eu aceitaria tudo, e esqueceria tudo. Hoje eu encontrei em vários lugares do mundo vida, vida como a minha, pessoas como eu, e me animei. Contudo, elas não eram reais, existiam apenas na TV, nos Twitters, só na minha cabeça, bem como sempre foi. A culpa foi minha de fazer do amigo imaginário, algo tão real a ponto de conseguir tocar.




quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acabou o romantismo



Por Pedro Nechiling


Hoje acordei triste. Uma tristeza profunda e seca, daquelas que tiram as cores do dia por mais belo que ele amanheça como amanheceu hoje no Rio de Janeiro. Uma vontade de ficar quieto e não me mexer, nenhuma vontade de falar ou sorrir.
Compromissos marcados, pendências importantes, nada pude fazer que não me atirar da cama e partir pra luta. E num esforço tremendo para não sucumbir, consegui encerrar o expediente de funções a cumprir, acompanhado o dia inteirinho por essa melancolia azeda no peito.
Agora há pouco, enquanto dirigia de volta pra casa, me peguei pensando que não está legal o mundo em que vivemos. Simples assim. Tenho 28 anos e me assusta pensar que não vivi tanto tempo assim para me sentir tão nostálgico e anacrônico quanto me sinto hoje. Tenho de verdade a impressão que quando era criança, e isso não faz nem duas décadas completas, vivíamos em outro mundo, muito mais leve e alegre. Onde ser feliz era mais viável. Havia mais romantismo no ar.
A cada dia que passa, a cada notícia que leio, a cada nova tragédia cotidiana que nos assalta, tenho a sensação de que estamos caminhando para o fim do romantismo e, por favor, não tenham uma leitura simplista do que defino como romance. Não estou me referindo a relacionamentos amorosos e afins. Mas sim a uma leveza, um savoir-faire, um jeito mais delicado de encarar a vida.
A humanidade endureceu muito nos últimos tempos. Numa reação em cadeia, do macro ao micro, nos tornamos mais isolados e reprimidos, olhamos menos para o outro, gerando uma sociedade cada vez mais dividida e desigual, desunida e assustada. Sinto falta de uma época onde coisas simples eram de fato mais simples, onde pequenas transgressões inofensivas do dia-a-dia não tinham consequências trágicas, de menos paranóia generalizada, de menos violência ao próximo e mais amor.
Estou cansado de ver gente morrendo à toa, de assistir um bando de seres cada vez menos humanos tendo atitudes inconcebíveis e as julgando normais, acreditando de verdade que no final poderão rir da cara de todo mundo. Estou cansado de ver gente assim rindo da cara de todo mundo no final. Estou farto de agressividade gratuita no dia-a-dia como se isso fosse tolerável e normal. Da falta de respeito ao direito e às escolhas de cada um. Estou de saco cheio dessa pretensa comédia que não tem a menor graça.
Precisamos agir. Mais do que nunca as atitudes de cada um em prol do coletivo se tornam fundamentais para mudar o curso esquisito que caminha a humanidade. Só nós mesmos, a cada segundo, em cada atitude, a cada escolha, podemos com serenidade preparar um futuro mais bonito do que os dias estranhos que temos vivido, com mais tolerância, carinho e respeito. Com mais romantismo. Porque do jeito que está não está legal.  Hoje eu acordei triste. E vou dormir triste também. Mas não quero deixar de acreditar num amanhã melhor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições 2010: o Bolo fecal da democracia

 E mais uma vez a constatação de que toda maioria é burra, de que toda maioria é justamente a massa que faz desse bolo um enorme bolo fecal. Não vou defender nenhum candidato a senado, a deputado a presidente, por que longe de mim ir contra a maioria, a absoluta maioria, que torna minha vida cheia das desgraças de uma sociedade regrada pelos ideais burgueses. Não posso ir contra uma maioria que tornou minha vida parte de um país miserável, imerso na pobreza, das coisas e da alma. Como reclamar de uma maioria que tornou a política um programa humorístico de televisão, que dá plenos poderes para os patrões continuarem a exploração dos trabalhadores? Francamente, quem sou eu para ter algum direito de escolha no país que se orgulha de uma falsa democracia, de uma pseudo liberdade, onde escolher é justamente optar pelo que lhe é oferecido, mesmo sendo o que há de pior. Como se opor a uma maioria que sabe muito bem como protestar, votando em ícones da comédia pastelão, como se fosse realmente demonstrar alguma forma de resistência. Eu tenho mesmo é que agradecer por continuar a mercê das mazelas dos donos do capital, pelos donos das industriais, pelos donos dos pedágios, das multi nacionais, pelos donos da comunicação, pelos nossos donos, que a cada eleição sabe bem como nos por as coleiras, e manter este véu que cobre a realidade, mesmo sendo um véu transparente, ainda sim, o cão sem dono covarde com medo de perder o osso, mantém o capital aos capitalistas, vitima dos paradigmas. É o país onde o homem aprende desde cedo a votar, por que precisa ser um cidadão, contudo é o país que não precisa de educação, que não precisa de cultura, que não precisa saber as verdades, basta saber contar até dez, e diferenciar algumas cores, verde, vermelho e branco. É disso que se precisa para que a mais pura e mais falsa democracia possa se realizar. Vamos ser democráticos, chamem os índios analfabetos e excluídos de todos os seus direitos primitivos a elegerem, a contarem como volume nas eleições. Venham nordestinos vitimas da pobreza, essa é a hora de mostrar que são parte do Brasil, sim, quer melhor momento que esse, o de por alguém no poder, que não te representa, e que vai continuar a te explorar, lhe pondo cada vez mais a margem da sociedade, engorde este bolo fecal. É dessa maioria que eu deveria me sentir orgulhoso? É deste país que deveria me sentir parte? Não posso me orgulhar de uma maioria conservadora dos costumes alheios. Não posso me orgulhar de uma sociedade desarticulada e conformada. Venham vocês também que não fazem questão de saber de política, é desse tipo de gente que os donos do capital gostam, assim o bolo aumenta mais e mais. Não vou dizer que brasileiro é burro, pelo menos não por que quer, é burro por que querem, sim, entendam, que nos fazem burros, entendam que político nenhum quer dar educação para a massa, entendam que a precarização da educação é proposital, pois é muito mais fácil manipular uma massa sem massa encefálica, que pessoas cultas, detentoras do conhecimento sobre a economia política, sobre o desenvolvimento da sociedade, sobre a história, sobre tudo. Essa condição de classes médias, classes médias altas, classes altas, é que cegam totalmente esta paisagem de desigualdade, de anti democracia, e nos tornam pessoas sem consciência de classe, nos pondo uns contra os outros, sem jamais notar, que nesta briga, existem apenas dois lados, os donos do capital, e os explorados por eles, seus escravos por opção. Eu realmente não posso propor soluções, mesmo por que, quem sou eu, para resolver o problema de uma maioria que já tem dono. Deixo então a ponta do véu levantada para que tirem as próprias conclusões, e quiçá não serão mais parte deste bolo fecal que chamam de cidadãos exercendo seus direitos.
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