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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Papai responde.

Eu defino a vida como uma busca intensa por explicações...entender o porque de estarmos aqui? qual nossa missão? qual nosso fim?...entre outras mil perguntas que pairam sem respostas significativas. Uma caracteristica latente da minha personalidade é a forma melancólica de levar a vida, pois bem, hoje foi mais um dia desses, sabe quando você não enxerga sentido em nada?sabe quando até a mobilía da casa parece ter mais importância e mais utilidade? dramático ao cubo! O fato é que no fim eu acabo questionando um ser superior, visto que não tenho muito pra quem falar dessas coisas de tristeza que não interessam as pessoas felizes que me rodeiam. Sem muito ânimo pra nada deixei o pouco que estava fazendo e me deitei no sofá da sala, e neste momento o Pai dos pais disse:
Meu filho, quando entrares no serviço do Pai, insista sempre na justiça e no temor e se prepare espiritualmente para todas as tentações. Humilha o teu coração e tenha paciência, inclina teu ouvido e receba as palavras da sabedoria, e não tenha pressa diante dos testes da vida. Sofra com as demoras do teu Pai e se conserve unido a ele, esperando pacientemente para que tenha vantagem em sua sorte final. Aceita tudo o que te acontecer e permanece em paz na tua dor, e no tempo da humilhação tenha paciência.
Eu permaneci calado, me levantei e fui direto até o quarto...silêncio.
Eu entendo que isso tudo não quer dizer que a solução é a passividade diante do que o mundo me ofereçe, porém receio que tenho que ter mais confiança naquele que me criou, me acalmei um bocado...voltei para sala e ele estava lá no mesmo lugar, olhando fixamente nos meus olhos, esperando uma resposta. Por toda vida ele vai me pegar pelas mãos, como fazia quando eu chorava aos 7 anos, e foi isso que eu fiz, segurei em sua mão e me permiti mais um dia junto dele.

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