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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sob

Sob todos os lados e todas as dores, sob todos os vícios e tantos rancores
Sob nossos olhos, sob a nossa guarda, sob as nossas guerras e sob as nossas armas
Sob nossos sonhos, sob a nossa pele, sob o nosso mundo, sob o submundo
Sob o nosso grito, sob as nossas preces, sob o imaginário, sob o que não deve
Sob tudo, sob todo mundo, sob mim, sob quase ninguém
Sob tudo, sob os homens, e todos aqueles que acreditam sob todas as coisas
Sob toda indiferença, sob toda crença, sobretudo, sobre todos nós.
Sob todos os egos inflados, sob toda ostentação e a justiça sob a verdade
Sob encontros e desencontros, sob os conflitos e a conformação
Sob todas as aceitações, sob todas as submissões
Sob todos os erros marcados, sob todas as repetições
Sob os poemas nunca recitados, sob toda incompreensão
Sob toda essa saudade, sob a falta de educação
Sob mim e sob as minhas próprias razões, sob tudo aquilo que se acredita
Sob toda a mistificação, sob toda ideologia e suas obras demoníacas
Sob todas as cores do arco Iris, sob todas as diferenças e as desigualdades
Sob todas as mulheres arrancadas de si, e sob todas as idéias arrancadas de mim
Sob toda divisão de classes, sob toda acumulação primitiva, sob o capital e suas delicias
Sob o consumo e a desilusão, sob os desejos e os anseios, sob toda a culpa
Sob todos os subjugados e sob todas as condenações, sob todos os valores morais
E sob todos os risos normais, sob toda a sua empáfia e sob todo o egoísmo inculcado
Sob toda uma cultura, sob toda sua historia, sob o medo e sob a desinformação
Sob você, que não entende que não compreende, que esta sob.

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