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segunda-feira, 4 de março de 2013

CÂMARA DE VEREADORES DE SARANDI ABOMINA E SUGERE PUNIÇÃO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO





Na ultima sessão da câmara de vereadores a preocupação era a de desmentir e desqualificar a carta escrita pelos padres e distribuída via jornal impresso para os fiéis da igreja católica de Sarandi em algumas paróquias. Para tanto c e Aílton Machado não mediram esforços ao vociferarem contra a carta, contra os argumentos dos padres, e contra qualquer questionamento que parta da população. Demonstrando-se assim, claramente opostos a manifestação da opinião popular, institucional ou até mesmo da imprensa, que ouse contradizer, cobrar, ou apontar erros na atual administração e na própria condução da câmara de vereadores de Sarandi.

A câmara de vereadores se manteve em silêncio, corroborando com a mazela política até ontem, se esquivando de todas as formas de responder o que o grupo popular questionava a respeito do atual panorama político, das denuncias contra o Carlos de Paula (PDT), e contra o secretário da Educação professor Manoel. Somente depois de terem suas condutas vis, expostas por uma instituição com credibilidade perante a população, e de certa forma atingindo uma grande parte dos moradores de Sarandi, foi que os excelentíssimos vereadores se propuseram a disparar impropérios em defesa de causa própria.

Os maiores impropérios partiram do presidente da câmara Rafael Pszybylski e do vereador Aílton Machado, ecoando sobre o silêncio vazio e obscuro dos outros vereadores, e dos presentes na câmara.

Com repugnância nauseante disparou Rafael Pszybylski nunca ter ouvido falar em afastamento pelos motivos alegados pela justiça que investiga o caso de Carlos de Paula, e prometeu nos próximos dias apresentar uma cópia do artigo em que Carlos de Paula esta sendo enquadrado, para que a população também possa compartilhar de seu ponto de vista camarada e companheiro em respeito ao desvio de verba e o uso da maquina publica em benefícios próprios, denuncias as quais o prefeito afastado, nega veementemente envolvimento. Segundo o presidente da Câmara Rafael Pszybylski o afastamento de Carlos Alberto de Paula é incompreensível, disse também que os vereadores não podem ser cobrados no sentido de tomarem um posicionamento, ou investigarem o caso, justificando a ação do GAECO, que tomou o caso para si, e por estar em segredo de justiça, que leva os vereadores a não saberem como proceder.

Rafael alegou que os vereadores e a imprensa não estão sendo omissos como diz a carta escrita pelos padres. Como não estão sendo omissos? E que história é essa que nós não temos o que cobrar? Temos sim o que cobrar. A carta escrita pelos padres foi direta ao mencionar a aprovação de diárias para viagens enquanto o dinheiro da educação foi desviado, enquanto a cidade amarga em problemas estruturais, de saneamento básico, enquanto alunos estão sem uniformes. Rafael foi de um totalitarismo imenso ao declarar que não é o povo, não são os padres, não é a imprensa quem deve dizer o que deve ou não ser aprovado, mencionando que isso diz respeito ao tribunal de contas que fiscaliza a câmara. Declarou ainda serem totalmente legais as diárias para viagens, bem como as diárias para deputados, e citou vários outros cargos como desembargadores, a fim de defender o indefensável. Não se trata de legalidade, se trata de respeito, se trata de ética, se trata de coerência. Como podem ser aprovadas diárias na situação política em que se encontra o município de Sarandi? O questionamento é legitimo.

Aílton Machado vociferou munido de seu microfone contra liberdade de expressão, um direito constitucional. Sugeriu que a câmara deve se posicionar punindo no que for cabível quem ousar se manifestar contra o prefeito e a autoridade dos nobres vereadores. Disparates foram exclamados em tom de ditadura, clamando pela opressão da liberdade de expressão, chegando a pedir indiretamente aos vereadores a possível punição, por exemplo, dos padres por terem escrito a referida carta. Entre discursos demagogos em tom eleitoreiro e devaneios egocêntricos destacou que não é por ser uma pessoa pública que as pessoas podem falar o que quiserem dele, e disse ainda que é uma autoridade e que tem que ser respeitado por isso. Mal sabe ele a diferença entre autoridade e autoritarismo.

Depois de presenciar mais uma sessão cheirando ao azedume do cinismo, cheio de ataques à liberdade de expressão, cheio de defesas ao orgulho ferido dos vereadores em detrimento das cobranças da carta dos padres, percebo cada vez mais nitidamente o tamanho do buraco negro em que os cidadãos sarandienses mergulharam de cabeça.

Como fez diferença a ausência de eleitores votando nas ultimas eleições. Vereadores foram eleitos com menos de mil votos, numa cidade com grande quantidade de eleitores. Qual a representatividade desses vereadores na câmara municipal? Quando penso que o jogo político azedo e covarde desse grupo político que cavalga nas costas dos sarandienses conseguiu sorrateiramente derrubar o vereador mais votado, e único que hoje faria real oposição, não se sujeitando a votos combinados previamente como vem acontecendo frequentemente na câmara, tenho vontade de estapear a cara de cada cidadão, para acorda-los desse transi, desse sono que impede qualquer movimento, qualquer reação, qualquer esboço de indignação.



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