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domingo, 24 de março de 2013

Paradigmas


Paradigmatizou, e nunca mais se ouviu.
E solidificou uma verdade vil.
E se cristalizou. Não se modificou.
Virou porta retrato, guardado feito guardanapo.

E se contradisse, e se posicionou.
Depois neutralizou
Tomou partido, pelo status quo.

Como eu poderia cobrar de você?
Algo que eu não poderia lhe dar, sem saber.
Como eu poderia julgar, sem te ver?
E me ponho no mesmo lugar, pra dizer.
Que eu to do teu lado
Caminhando braço a braço

Mas não tente me convencer
Dessa crença e desse viver
Desse seu cadeado, desse seco orvalho.
Desse Deus condenado, desse bicho acuado.

Cada homem crescido já sabe
Que o omisso já tomou partido
E que o neutro tá contra você
Não me lance argumento sem base
Para não colidir sem doer

Se não há colisão não há vida
Senão a discussão é perdida
A contradição é sanguínea
E corre na veia a sofrer

Perambulando nos homens
A conformação escondida
Em cada frase sem nome
De uma igreja tolhida

Paradigmatizou, e nunca mais se ouviu.
E solidificou uma verdade vil.
E se cristalizou. Não se modificou.
E nunca duvidou daquilo que não viu.

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