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sábado, 7 de julho de 2012

Fim da linha

Quando temos medo do fim, tomamos atitudes que premeditam o próprio fim. Agimos justamente como o fim pede que se haja, de modo que a unica e irreversível consequência é o próprio fim. Parece confuso, no entanto é mais simples do que parece, quer dizer, teoricamente. Qual seria a natureza do fim? Nada mais do que a consequência de um processo ou conjunto de aparatos que como qualquer leitura precedem de um corpo estrutural com inicio, meio e fim, ou seja, se hoje algo esta iniciando, é bom ter em mente, que isso passará por este processo natural de nascer, crescer e morrer. Eu não sei bem se todos tem a sensibilidade de saber quando estamos chegando ao fim, porém a impressão que tenho, é que é instintivo, quase um faro canino, somos capazes de identificar nas falas, nos semblantes, nos desencontros, nas mudanças de objetivos, é como imaginar o ponto de secção de duas linhas, que do distante aproximam-se até cruzar-se, a secção, e logo depois no processo, se afastam para o fim da linha. O fim é quando não há mais sentido, é quando a gente se debate demais para não acabar, sabendo que isso é só mais um efeito das condições já determinadas. E não há o que se possa dizer para justificar ou explicar, simplesmente por que todos já criaram a ideia de como não deve ser o fim, e defendem mais essa ideia que a própria continuidade. O fim é como a morte, um mistério inevitável, que nos permite só imaginar o que vem além, céu? Inferno? Solidão? Recomeço?

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