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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

CAMINHO DAS FLORES

De passo em passo, percebemos que nem todos os caminhos que escolhemos seguir nos levam para o lugar que pensávamos querer chegar. São várias estações, tempos de reflexão, e hoje, é dia de refletir, dia de pensar se estou no caminho. Não se trata de caminho certo ou errado, faço menção a caminhar de acordo com aquilo que faz parte de mim, parte dos meus princípios, dos meus ideais, e que fique bem claro, que ideais não tem nada a ver com idéias. Caminhar sem sabe onde se quer chegar nunca foi característica minha, mas ouvi celebres frases prontas de que o vento só sopra a favor de quem sabe onde quer chegar. Pois bem, há controvérsias, digamos que eu saiba dos meus objetivos, e que eles estejam bem traçados, mas o ventos sopram ao contrário? Sim, isso é possível! E durante meus passos, digamos que 25 anos de passos, eu aprendi e (des)aprendi muitas coisas, e também desenvolvi sem muito orgulho uma sensibilidade que ninguém pode me tirar. esta sensibilidade me tornou distante de muitos amigos, de muitas felicidades, de tudo aquilo que parecia ser bom, por que no fundo, eu conseguia enxergar algo além, aquilo que se escondia por trás do véu. Essa sensibilidade me fez ganhar várias qualificações, e entre elas o pessimismo, a solidão, a obscuridade, a sequidão, a frieza, enfim, coisas que fazem parte do conjunto da obra, mas que não são minhas principais qualificações. Sendo assim, eu notei, que são dos primeiros contatos que as conclusões são feitas, e que por mais que eu quisesse mudar os rótulos, não seria possível. Quantas pessoas sofrem por apresentarem num primeiro momento qualidades que não são as suas principais características, ficando marcadas a ferro por toda uma vida. Mas é claro que tudo isso pode ser também ao contrario, imagina-se uma primeira aparência de qualidades maravilhosas, de simpatia, alegria, sociabilidade, e no fundo aquela solidão, ou aquela obscuridade? É claro, as pessoas não se constituem de 3 ou 4 sentimentos, estas são frutos de toda uma construção histórica, cheias de determinismos, e os caminhos são tortuosos, porém não são todos que nas paradas ou estações reflitam, pensem, analisem todo este processo conturbado que se estende nas relações humanas. O que alguns diriam virtudes e outros diriam defeitos se confundem dentro de mim, e me fazem seguir o caminho de acordo com a realidade concreta da qual faço parte. Sim existe em mim a subjetividade, porém não é ela a base das escolhas. Portanto, não venha me dizer ou me rotular como se eu não soubesse o que eu sou, eu sei profundamente quem eu sou, e minha sensibilidade me faz enxergar nos outros aquilo que nos afasta perpétuamente.

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