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quinta-feira, 18 de março de 2010

Toda falta

Tudo acabou agora
Só nos restou  lá fora
calçada, rua, e ir embora
noite fria
solidão a dois
É a dor da perda
da confiança
da amizade.
Como alguém poderia entender?
que o que todo mundo vê
se tornou o ponto cego
um algo estranho, distante
diferente de antes.
Seriam os novos conselhos
revestidos de teias?
Ou seria a simples fadiga
de não suportar uma amizade sincera?
Seria pedir demais um pouco de atenção?
Seria pedir demais um pouco de clareza?
Mas preferiu a escuridão.
Preferiu dar a novela um final infeliz.
Sem perdão.
Sem respeito.
Sem lembranças.
Por que é mais fácil esquecer.
É mais fácil o momento novo de prazer
que compense a falta do velho.
Jamais pensei ser tão metódico
caminhando pela lógica
que de tão lógica, descartou todo e qualquer sentimento
jogando até mesmo os valores mais básicos
pela janela.
Passou a confiar no que há de mais duvidoso
simplesmente por que o certo nem sempre é o perfeito.
E fez lixo o que um dia foi ouro.
Nos fez lixo.
E de tanto tentar explicar
até mesmo eu me confundo, tendo a certeza da perda.

2 comentários:

Pedras na janela

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