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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Nunca mais


Saudade do abraço que já não existe mais. O sorriso que alegra-se em fotos,

mas não alegra-se em risos. O tormento da noite fria sem mãe, sem cobertor.

O choro é interno, é difuso em lembranças. É o esforço pra não esqueçer do rosto...

mas é o tentar esqueçer quando tudo esta frio e escuro. É o esperar a entrada de sempre pela porta da sala, esperar pela bronca segura, sentado no cais da solidão...

É estar rodeado de irmãos e mesmo assim sentir tanta falta, pois em cada um se estampa

a imagem do que se perdeu, do que se foi por entre os dedos. É a cada fim de tarde

saber que ela não volta mais... que o sol vai se por, e as lágrimas vão esfriar sem suas mãos quentes para secá-las. É cortar os pulsos todos os dias em pensamento e desejar estar longe daqui e mais próximo de quem te ama de verdade.

Cada verão nos distância mais e mais, como se fosse uma despedida eterna, sem lenços, sem risos, sem vozes.

Imaginar acordar com seus gritos dizendo que já passou da hora, ou te ouvir lá fora cantarolando

tua canção predileta. Tudo isso que sempre me fez tão seguro de mim mesmo. Saber que estava lá, e quando eu não soubesse o caminho, saber que me guiaria. Tão diferente de acordar no vázio dos comodos, sem a vida, sem a tua vida.

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